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Amazônia

Terra dos índios, dos rios, dos bichos, das frutas, dos peixes e dos brasileiros. Porém, apesar de toda esta riqueza exuberante estar dentro de nosso próprio país, a grama do vizinho sempre é mais verde! Sim, procuramos por paisagens e frutas exóticas de outros países. Conhecemos as lendas e tradições de outros povos.

Houve um tempo no Brasil, que as pessoas classificadas como chiques e cultas viajavam para a Europa e comiam foie gras. Aqueles que se atreviam a visitar a selva amazônica eram vistos com maus olhos. Realmente não pegava bem viajar para ver o que era conceituado como "pobreza" e "atraso".

O que era classificado como "pobreza" é um conjunto formado pelo maior rio, a maior bacia fluvial e a maior reserva ecológica do mundo. Esta pobreza possui frutos e frutas ainda não catalogados, animais de todas as espécies convivendo em harmonia com índios que operam milagres com uma simples raiz intitulada de mandioca.

Os caboclos são os que melhor falam o nosso português, diga-se de passagem. São hospitaleiros, educados, gentis e solícitos. Mesmo assim, ainda são classificados como "pobres" e "atrasados". Apesar deste atraso, um caboclo pode se deliciar a vontade de mangas colhidas em sua própria casa. Apanha o açaí também em seu quintal e ainda se alimenta de peixes que ele mesmo pesca a poucos metros de onde vive. Quando ele se senta à mesa durante a refeição, tem como decoração, araras azuis sobrevoando seu lar e vitórias-régias entre os igarapés. O que nos faz refletir sobre o real sentido da palavra "pobre".

Temos que acordar de um estado letárgico e nos libertarmos de nossos paradigmas, primeiro repensando o nosso conceito de riqueza e pobreza e depois disto, atrevendo-se, não a substituir nossas habituais viagens a Europa, mas incluindo em nossos planos, prestigiar nosso maior patrimônio que hoje é apenas desfrutado por estrangeiros.

Não há nada igual no mundo do que servir de galho para um macaco barrigudo. Nada pode ser comparado a beber a cerveja dos índios, o Caxiri, confraternizando com eles e descobrindo seus costumes. Descobrir novas frutas e sabores é algo enriquecedor. Conversar com um caboclo nos faz abrir novos horizontes. Como diz o maior crítico gastronômico do Brasil – Josimar Melo – só podemos apreciar a culinária internacional se pudermos nos basear em outras, principalmente conhecendo a nossa – a verdadeira culinária brasileira. A partir deste ponto é que podemos embarcar para outras aventuras.

Fiz uma viagem exploratória ao lado deste grande crítico gastronômico. Nossa viagem começou em Belém do Pará em um festival onde os melhores chefs do Brasil apresentavam seus pratos, utilizando os ingredientes locais! Um não, vários manjares dos deuses regado a muito Tacacá e Tucupi!

Seguimos para Manaus a fim de pegar um barco até o hotel de selva Ariaú Towers. No meio da selva, encontramos o outro mundo!

Bons lugares para comer pelo mundo? Fui jantar com os índios! Fui almoçar na casa de um caboclo e voltei carregada de mangas que estavam no quintal de nosso guia de selva!

Obrigada Raimundo! Meu guia de selva!!


COUNTRY


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I have degree in Social Communication. I´ve been traveling and writting about this for the last 20 years. I am author of a book about Paris and Public Relations of some international services in tourism and I coordinate some groups around the world.



2 thoughts on “Amazônia

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